Luanda jose luandino vieira
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He left school at the age of fifteen and worked as a mechanic.
Em 2006 foi-lhe atribuído o Prémio Camões, o maior galardão literário da língua portuguesa. O periódico foi suspenso durante seis meses, multado, a sua caução aumentou exponencialmente e foi obrigado a apresentar as provas à delegação de Lisboa dos Serviços de Censura e não de Castelo Branco.
Viria a trabalhar com o editor Sá Costa até à Revolução de Abril. His best-known work was his early short story collection, Luuanda (1963), which received a Portuguese writers' literary award in 1965, though it was banned by the Portuguese government until 1974 due to its examination of the oppressiveness of the colonial administration in Angola.
José Luandino Vieira
José Luandino Vieira (born José Vieira Mateus da Graça, 1935 -) is an Angolan writer and one of the founders of the União dos Escritores Angolanos [Angolan Writers Union, UEA]. If you are not a member of a subscribing institution, you will need to purchase a personal subscription.
Em 2009, numa rara entrevista concedida ao jornal Público, Luandino confidenciou que as notícias do prémio chegaram tardiamente ao Tarrafal, pois o director do campo de detenção retardou a informação. Vieira is known for creating a unique literary language, one that is both radically experimental and rooted in the everyday language spoken in Luanda.
Radicou-se no Minho Vila Nova De Cerveira, onde vive em isolamento na quinta de um amigo, dedicando-se à agricultura.
Em 1975 regressou a Angola. Musunda amigo
com a firme vitória da sua alegria...
E vê
vêm também
cheirando a suor
as buganvílias
a den den
Pedro monangamba
olhos abertos de amor
na mão e cetro
a pá de trabalhador
Pascoal
(Ué ainda vivo velho Pascoal?!)
a vassoura de mateba
a farda cáqui
da Câmara Municipal.
De Calumbo
o sol do Cuanza
nos seios caju
docinha manga
trouxe Jana.
Vieram também
também vieram
algas verdes na garganta
os três magos da Ilha
– ngoma, reco-reco e violão!
Branca roupa ao sol
Pirrulas na mulemba
Não havia luar
porque a noite já não era
estrela-guia
e do ventre da mãe negra
o menino nascia.
(1960)
ESTRADA
Luanda Dondo vão,
cento e tal quilômetros
mangas e cajus
marcos brancos
meninos nus
Branco algodão
crescendo
corpos negros
na cacimba
O Lucala corre
confiante
indiferente à ponte que ignora
Verdes matas
Sangram vermelhas acácias
imbondeiros festejam
o minuto da flor anual
Na estrada
o rebanho alinha
pelo verde
verde capim
Adivinhados
caqui lacraus
de capacete giz
Meninos
se embalam
em mães velhas
de varizes:
Rios azuis
da longa estrada
E é fevereiro
sardões ao sol
Cassoalala
Eia Mucoso
tão vazio outrora
tão cheio agora
Adivinhados
permanecem
lacraus caqui
capacetes giz
Não param as colheitas
Que razão seriam
fevereiro
acácias sangrando vermelho
verdes sisais
cantando o parto
da única flor?
Não param as colheitas!
(1963)
BUGANVÍLIA
Branca a buganvília explode
no odiado muro em frente
à volta a vida berra crente
e o negro sangue estanca
vermelha a buganvília
rompe o muro da frente
(1962])
GIRASSÓIS
Tem girassóis amarelos
o meu quadrado de sol
a vida espancada passa
mas no quadrado de sol
aberto sobre o jardim
os girassóis amarelos
velhos
mostram o fim
(1962])
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Aluno(a) do IFBA - Campus Santo Amaro.
"José Luandino Vieira". 222, 1980)
2481 words
Citation: Scaraggi, Elisa.
by Tamara L. Bender Heinemann, African Writers Series no. Depois de os principais jornais do país noticiarem o galardão, a Direcção dos Serviços de Censura detectou a gaffe política e proibiu qualquer referência ao prémio sem um enquadramento crítico face ao escritor, aos membros do júri e da própria SPE, que viria a ser extinta a 21 de Maio de 1965.
Antes disso a Sociedade Portuguesa de Escritores, então presidida por Jacinto do Prado Coelho, atribuiu-lhe o Grande-Prémio de Novela Camilo Castelo Branco, pela sua obra Luuanda.