Operarios do humor jo soares biography
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Em 1959, entrevistava e fazia graça nos programas Jô, o Repórter e Entrevistas Absurdas, veiculados pela TV Continental, no Rio. Participou de O Riso é o Limite, na TV Rio e, em 59, estreava no teatro como o bispo de "Auto da Compadecida". (…) Mas o Golias insistiu em Gordon, mais parecido com ‘gordo’”.
O lendário “incêndio da Record” (na verdade, quatro: um em 1966, outro em 1967 e mais dois nos teatros da emissora em 1969 – todos muito suspeitos em tempos de ditadura) destruiu quase tudo que a emissora tinha nos arquivos.
De A Família Trapo, que ficou no ar até 1971, sobrou um único episódio com participação de Pelé, cujas imagens ocasionalmente são reprisadas em documentários e programas de TV até hoje.
Em 1969, Jô arriscou-se nos palcos com Todos Amam um Homem Gordo, que pode ser considerado um dos primeiros shows de comédia stand-up no país – Chico Anysio também já explorava esse estilo.
Só que Jô preferia o termo “one-man show” para o que fazia por quase duas horas por noite num teatro.
Jô escreveu:
“O Silvino era casado com uma moça linda e eu pegava no pé dele, dizendo que, em vez de estar ali, ele deveria estar em casa com ela. Ele lembra da reação do público no Volume 1:
“Todo mundo que emagrece recebe elogios, eu recebia olhares e comentários de reprovação:— Ah… você era mais engraçado quando era gordo…— Minha senhora, se gordura fosse engraçada, bastava comprar um quilo de toucinho, pendurar na sala e ficar rindo o ano inteiro...”
Outro quadro do programa era o dos dois Napoleões de hospício montados em cavalinhos de madeira, em parceria com Renato Corte Real, cômico muito popular nos anos 1960.
Basicamente, a estrutura desses programas de comédia da Globo se mantinha igual: pelo menos dois ou três comediantes principais (como Renato Corte Real e Agildo Ribeiro, além do Jô), esquetes com personagens que apareciam toda semana e outros que não se repetiam.
O nome era trocado e a estrutura levemente modificada de tempos em tempos: em 1973, virou Satiricom e, em 1976, Planeta dos Homens.
E não importava se fosse uma pessoa muito famosa ou pouco conhecida. Assim foi até a repentina morte de Sampaio em novembro de 1964, aos 50 anos.
Como Boni e a Globo não cederam, Jô fez o que parecia impensável: fechou com Silvio Santos sua ida para o SBT, com a garantia de que o talk-show iria ao ar.
No começo, de 1988 a 1990, Jô até teve também um programa humorístico no SBT chamado Veja o Gordo.
Jô contou em sua autobiografia: “Minha ideia inicial era que ele se chamasse Winston, em homenagem ao Churchill, que também era gordo e o meu ídolo de sempre. Para tanto, abriu a antiga casa de sua família para criar o Instituto Internacional Juarez Machado, em Joinville/SC – entidade privada e sem fins lucrativos, de caráter cultural, educacional, social e artístico.
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Integrou os núcleos de criação e de humor ao lado de Max Nunes, Chico Anysio, Borjalo e Jô Soares. A brincadeira gerou um dos quadros de maior sucesso do Planeta dos Homens, aquele do bordão ‘Vai pra casa, Padilha’. Ilustrou dezenas de capas de discos, de cadernos e de livros para diversos autores. He was also a passionate advocate for the arts and culture, and was a major force in the development of Brazilian television.
Jô Soares was awarded the Order of Rio Branco, one of Brazil’s highest honors, in 2006.
O mais notório foi Viva o Gordo e Abaixo o Regime, que estreou em 1978 e deu origem ao nome de seu programa de TV dos anos 1980, o Viva o Gordo.
A Era Globo
Em 1971, Jô trocou a Record pela Globo, que já se transformava na gigante da TV brasileira.
Também trabalhou na produção de videoclipes e musicais de artistas como Elis Regina, Roberto Carlos, Raul Seixas, Emilio Santiago, entre outros.
Juarez Machado nasceu em Joinville/SC em 16 de março de 1941. Mas era aparente que os quadros com Jô Soares eram os de maior sucesso.
A abertura política dos anos finais da ditadura militar (de 1979 a 1985) ajudou Jô a incluir um tema antes proibido: política.
“Começamos a ousar mais no humor de fundo político, criando vários quadros e personagens que faziam alusão à realidade vivida pelo país.
It was a huge success and ran for over 20 years.
Legacy
Jô Soares was one of the most influential figures in Brazilian television and entertainment. E assim foi até se despedir em 2016 na Globo.
*Este texto é uma versão revisada, atualizada, modificada e aumentada do publicado em agosto de 2022 no site Gizmodo Brasil.
Outra fonte de inspiração podia ser o próprio elenco, como Paulo Silvino.
Conseguiu finalmente com Viva o Gordo, que durou de 1981 a 1987.
A galeria de personagens (e seus bordões ainda lembrados) que ele criou na Globo durante 16 anos é longa. Hoje, é reconhecido como um dos mais importantes e influentes artistas brasileiros – suas obras podem ser encontradas em museus, galerias, em coleções particulares, em espaços públicos e privados.
Em 2014, cumpriu a promessa feita ainda na infância – de que um dia voltaria à cidade para fazer um espaço onde todas as pessoas pudessem livremente conhecer e apreciar as artes.
Sempre divertido, de humor rápido e inteligente, o jovem gostava de entreter seus colegas com casos e piadas.